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1 – Piscar

Piscar é algo que todos nós fazemos aproximadamente a cada dois a dez segundos. Normalmente, não nos damos conta de que estamos fazendo isso, embora você provavelmente vá ler o resto dessa lista pensando nisso. Mas como é que o nosso cérebro consegue manter este processo sem que conscientemente pensemos nele? Piscar é um reflexo automático, posto em prática para proteger e manter a umidade do seu olho. Confira também a nossa matéria com os 7 fatos que vão bugar seu cérebro.

O canto externo dos olhos constantemente produz lágrimas. Estas lágrimas são enxugadas pelo movimento das pálpebras quando você pisca, para manter seu olho lubrificado e limpo. O sistema automático que regula os nossos padrões de piscar também garante que nossas pálpebras se fechem quando algo está prestes a atingir nosso rosto.

2 – Mover a língua para falar

Quando falamos, a única coisa que pensamos conscientemente é sobre o que estamos dizendo. Mas não pensamos nos movimentos que os músculos de nossa língua e boca fazem para nos permitir articular verbalmente as palavras. Aprendemos a falar através da imitação.

Nós não necessariamente imitamos frases completas, mas sim palavras diferentes que ouvimos até começarmos a ser capazes de interpretar seu significado, criando uma estrutura (uma frase) para as nossas palavras. Conforme estamos imitando e aprendendo essas novas palavras, o nosso cérebro tem que pensar conscientemente sobre como posicionar a nossa língua para criar o som pretendido. Porém, quando nossa capacidade de pronunciar cada som se torna mais desenvolvida, a nossa mente consciente não se envolve mais no processo de posicionar a nossa língua e lábios, este torna-se um processo involuntário.

3 – Regular da temperatura

Não só o nosso cérebro controla nossos processos sociais, como também regula as coisas dentro do nosso corpo, como a nossa temperatura interna. É vital para a nossa saúde que a nossa temperatura fique à 37 graus Celsius, o que acaba criando as condições perfeitas necessárias para o nosso organismo realizar funções importantes, como permitir que as enzimas digestivas trabalhem.

Mas como nosso cérebro consegue fazer isso sem termos de pensar? O nosso ambiente externo é detectado pelos receptores sensoriais da pele. Esta informação viaja através do nossos sistema nervoso até o hipotálamo. Há também receptores no sangue que alertam o hipotálamo de mudanças em nossa temperatura corporal interna. Quando essa leitura é interpretada, o cérebro toma as medidas adequadas para garantir que o nosso corpo permaneça na temperatura correta.

4 – Mudar nossa memória

Uma vez que temos experimentado alguma coisa, achamos que vamos lembrar dessa coisa tal como realmente aconteceu. Não é bem assim, conforme demonstrou um estudo psicológico realizado por Elizabeth Loftus e John Palmer em 1974. No experimento, os participantes assistiram vídeos de acidentes de carro e responderam um conjunto padronizado de perguntas.

Depois, foram colocados em grupos diferentes, e responderam a mesma pergunta, mas com uma redação ligeiramente diferente. Os participantes em dois grupos tinham que dizer que velocidade eles achavam que o carro estava, mas o verbo usado para descrever a colisão foi “atingir” para um grupo e “esmagar” para outro. Um grupo de controle não respondeu a pergunta sobre a velocidade.

Duas semanas mais tarde, os participantes foram questionados novamente sobre os vídeos. Desta vez, eles foram convidados a responder a pergunta: “Você viu algum vidro quebrado?”. Não havia vidro quebrado, mas os participantes que foram informados de que os carros foram “esmagados” (e que previram que os carros estavam a uma velocidade mais elevada) imprecisamente se lembravam de ter visto vidro quebrado muito mais do que os participantes do grupo de controle e do grupo que ouviu o acidente ser descrito como “atingido”. Isto sugere que nosso cérebro pode recriar elementos de uma memória com novas informações que lhe são oferecidas, que por sua vez passam a ser armazenadas como parte da nossa memória original, resultando em uma falsa lembrança.

5 – Manter o equilíbrio

Você pode nunca ter pensado nisso, mas quando caminhamos nosso cérebro trabalha o tempo todo para garantir que mantemos um equilíbrio estável. O cérebro decide como manter esse equilíbrio através de informações sensoriais que vêm dos olhos, músculos, articulações e órgãos vestibulares.

Os nossos olhos são capazes de perceber o mundo que nos rodeia através da luz que atinge os cones e bastonetes em nossas retinas, que por sua vez enviam impulsos visuais para o cérebro, alertando-0 de onde os objetos e outros estímulos do meio ambiente em relação a nós.

Músculos de articulações são responsáveis por enviar sinais ao nosso cérebro sobre a quantidade de estiramento e pressão que temos que fazer durante a caminhada. Quando nos inclinamos para frente, mais pressão é sentida na parte da frente da sola dos nossos pés. Qualquer movimento feito por partes do nosso corpo envia um sinal para o cérebro, o que o permite julgar onde estamos no espaço.

6 – Tremer

Afinal, o que faz o nosso corpo tremer incontrolavelmente? O tremer é outra ação reflexa posta em prática para nossa própria proteção. A reação é criada pelo desencadeamento do hipotálamo, que está localizado imediatamente acima do tálamo no cérebro.

Quando os receptores sensoriais da pele detectam uma temperatura fria no ambiente externo, o nosso sistema nervoso envia um sinal para o hipotálamo. O hipotálamo, em seguida, envia sinais para os músculos, levando-os a se contrair rapidamente. Isso porque os tremores aumentam a nossa temperatura corporal.

7 – Rir

Quando você não conseguir segurar um riso, coloque a culpa no seu cérebro. Um artigo publicado em 1998 deu alguma explicação sobre a forma como o cérebro está envolvido em nosso impulso de rir. Uma menina identificada como A. K. passou por uma cirurgia para controlar sua epilepsia. O médico que fez a operação descobriu que estimular a área do giro frontal superior (parte do lobo frontal) do cérebro da garota sempre desencadeava risos nela. Quando A. K. explicou por que estava rindo, ela pensou em algo depois do riso. Isso geralmente é o oposto do que acontece, visto que as pessoas primeiro percebem algo engraçado e depois riem como resposta.

Os autores do estudo acreditam que a nossa experiência do riso é desencadeada por diferentes áreas do cérebro, cada uma responsável por adicionar elementos à experiência. Existe uma reação emocional, o processo cognitivo de entender por que algo é engraçado e, finalmente, a parte incontrolável da reação, que envolve o movimento dos músculos faciais para criar um riso. Depois de interpretar algo engraçado, nossa reação física à situação é criada pelo nosso cérebro e é muito difícil de controlar.

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