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Os manicômios foram um grande negócio por volta do início dos anos 1900. Quase qualquer declaração de que uma pessoa era “insana”. Em uma reportagem de um jornal de 1903, o médico de um asilo admite: A pessoa a ser julgada em kentucky por ser louca, muitas vezes, é julgada por pessoas analfabetas, homens ignorantes, homens indiscriminados.

Os oficiais saem e pegam qualquer pessoa. Quem iria querer ter sua sanidade sendo julgada por religiosos radicais? Ser colocado em um asilo não era nada raro, principalmente por coisas ínfimas, como se vestir como um homem ou ter um pai bêbado.

Lembramos que não temos o intuito de criticar, julgar nem impor verdades absolutas. Nosso objetivo é único e exclusivo de informar e entreter. Por isso, o conteúdo dessa matéria se refere àquelas pessoas que se identificarem. E, foi justamente pensando nessas pessoas e situações, que criamos uma listinha com 7 coisas bobas que te levariam para o manicômio no passado. Confira:

1 – Irritando a pessoa errada
7 coisas bobas que te levariam para um hospício no passado1
No início de 1900, você tinha que ter muito cuidado com você irritava. Por exemplo, a Senhora Helen Pike foi enviada para um manicômio porque irritou um magnata em um bonde, em 1917. Não houveram razões encontradas pelas quais ela fora considerada irritante pelo homem.

Ela foi simplesmente levada à julgamento e enviada a um asilo para deficientes mentais. Claro que, isso não é tão ruim quanto irritar o presidente dos Estados Unidos. Em 1916, Richard Cullen, também, foi enviado a um sanatório provavelmente pela vida inteira porque o jovem forçou passagem para chegar ao, então, Presidente Wilson enquanto o chefe-executivo estava em uma excursão de automóvel pela cidade.

Cullen foi declarado insano e se tornou um “prisioneiro” de Marshalsea, na Allegheny County, uma instituição para deficientes mentais. Em nenhum documento foi provado que ele estava tentando ameaçar o presidente e sim que, estava apenas tentando chamar sua atenção.

2 – Não ser capaz de trabalhar muitas horas seguidas
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Em 1915, os trabalhadores estavam lutando em favor dos direitos trabalhistas, tentando a conquista de oito horas de jornada de trabalho, para que não fossem obrigados a trabalhar mais de dez horas por dia, seis dias por semana. Os empregadores, obviamente, eram contra essa mudança, pois seriam obrigados a contratar mais trabalhadores, resultando em maiores gastos.

Um dos advogados da Associated Employer’s Association sugeriu que os trabalhadores que não fossem capazes de trabalhar durante a carga horária exigida pelos empregadores, fosse examinado por um médico e, se não fosse “capaz” de realizar o trabalho, deveria ser enviado a um manicômio para que fosse tratado. Com pessoas sendo enviadas a essas instituições pelas desculpas mais esfarrapadas, os trabalhadores se assustaram e ficaram em “silêncio” por um bom tempo.

3 – Ter relações sexuais com um idiota
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Em 1896, saiu um relatório sobre uma jovem tinha atração por homens mais velhos. Aparentemente ela entrou em apuros por causa de seu desejo por homens mais velhos, no passado. Quando finalmente encontrou um “velho conhecido” e afirmou que eles tiveram relações sexuais.

Ela queria que ele assumisse o caso e que se casasse com ela. O homem se recusou e a acusou de insanidade. A jovem foi examinada e os médicos concluíram que ela era louca, mandando-a para um sanatório. Algum tempo depois se descobriu que ela estava grávida.

O manicômio não podia continuar com ela, pois não é o tipo de lugar seguro para uma mulher grávida, além do que, não podiam mencionar que “alguém” havia tido relações sexuais com ela, como havia reivindicado. A jovem foi devolvida aos cuidados do município e não se sabe de nada mais que aconteceu com ela.

4 – Epilepsia
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Costumava ser, e por vezes ainda é, atribuída à possessão demoníaca. Mas, há mais de cem anos atrás, as pessoas que apresentavam sinais de epilepsia eram, por vezes, enviadas aos manicômios, se não fosse passível dos cuidados familiares em tempo integral.

Em 1895, a senhora Mary Brown foi julgada como uma pessoa doente mental e fora enviada a um asilo específico. A razão para isso foi porque, durante um ataque de epilepsia, ela caiu no fogo e se queimou seriamente.

Como era casada, ficam-se as dúvidas, se realmente o marido não se aproveitou da doença da esposa para “se livrar dela”, o que era bastante comum naquela época. Sabendo-se que essa é uma doença sem cura (ainda), essas pessoas eram enviadas a essas “casas” e esquecidas por lá.

5 – Mulheres se vestirem como homens
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Com a “bagunça” de gêneros de hoje em dia, chega a ser absurdo pensar em uma situação como essa. Bem, a questão é que por volta dos anos de 1900, as pessoas transexuais eram colocadas em manicômios. Umas das provas disso é um fragmento de uma notícia de jornal encontrado, de há mais de 100 anos.

Nessa notícia, de 1916, se pode ler “a Sra. Emma Miller… enviada para um asilo de loucos. Estava usando calças e trabalhava como um homem.” Enquanto não há provas de se ela era, realmente, transexual. É interessante como as pessoas se sentiram imediatamente ofendidas por uma mulher “se atrever” a se vestir como um homem, ainda mais trabalhar como um.

Lamentavelmente, naquela época, as mulheres não ganhavam dinheiro suficiente para sobreviver por conta própria, como mulheres. Para sobreviver era preciso que se casassem. A mulher do trecho citado, obviamente, fora casada, mas no momento poderia ser uma viúva ou poderia estar tentando contribuir para a renda familiar. Nenhum desses detalhes conta no artigo.

6 – Ser pobre
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Os jornais antigos são repletos de relatos de pessoas pobres que eram enviadas à sanatórios. Isso acontecia muito com mulheres que era precisavam da renda dos maridos para sobreviver. Em 1913, houve o caso de uma mulher que trabalhara como estenógrafa e, aos 45 anos, chegou a um período crítico de sua vida, na qual estava impossibilitada de trabalhar.

Ficou o tempo que precisava para se recuperar porém, eventualmente, o dinheiro acabou. Ela procurou um grupo de ajuda chamado United Charities, imediatamente eles a julgaram como louca e a enviaram a um asilo. Ela foi mantida lá por cinco anos. E, aos 50 anos de idade, foi enviada para casa e entrou com um processo contra o município por mantê-la em “cárcere privado”.

Outro história trágica, de 1921, foi o de uma mulher afro-americana que fora encontrada vagando pelas ruas, com os pés descalços, carregando um bebê de cinco meses. Tanto a mãe quanto a criança foram levadas para um sanatório, simplesmente porque a irmão desta havia sido enviada a uma dessas instituições anteriormente. A única explicação “plausível” para o feito é que a mulher estava sem dinheiro e precisava de ajuda para cuidar de uma criança pequena.

7 – Ter um pai bêbado
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Em 1913, o jornal The Book Day, publicou um relatório inquietante intitulado: “Nós devemos construir mais manicômios ou parar a produção de crianças epilépticas, idiotas e loucas. No artigo, o repórter investigou a causa da raiz do argumento de que as “crianças insanas” e da necessidade de construir mais instituições do gênero.

Ele descobriu que a pobreza e pais bêbados poderiam ser a causa do nascimento dessas crianças. Ele apresentou o caso comum de uma esposa pobre, que é mãe, e fora levada ao tribunal com seus seis filhos menores. Ela não tinha dinheiro para comprar comida, pagar o aluguel e, para piorar, tinha um marido bêbado.

Ela queria deixar o marido mas não podia porque precisa do dinheiro que era fornecido, às vezes, pelo governo. O juíz fora confrontado com uma decisão difícil. De acordo com o artigo o juíz poderia seguir um de dois caminhos, dos quais não era a favor de nenhum.

Ele poderia pedir para a mãe “liberar” seus filhos que seriam mandados a um manicômio ou prender o pai bêbado, fazendo com que a família perdesse os poucos trocados que lhes rendia. Mesmo que as crianças não fossem comprovadas como insanas, elas poderiam ser enviadas para o asilo por circunstâncias fora de controle.

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